Wednesday, March 31, 2004
Quando ele me perguntou porque não escrevia um livro erótico, apeteceu-me responder-lhe porque não o fazia mas as palavras ficaram-me presas na garganta. Não sei se foi o rubor que me as fez engolir, talvez tenha sido apenas o momento pouco oportuno para lhe responder!
Chamava-se Eduardo, era realizador de cinema e eu já não o via há alguns anos.
O meu marido estendeu-lhe a mão e Eduardo cumprimentou-o tentando descobrir porque seria aquele o meu homem.
Cinco minutos bastaram para que Eduardo conquistasse a simpatia de Francisco que o convida para jantar em nossa casa.
O meu coração batia como um sino numa capela amaldiçoada e eu rezava para que Eduardo não trouxesse nenhum fantasma do passado nem me impusesse a sua presença como uma formula. Ele conhecia a mente e eu sabia como ele a usava para alterar emoções e sentimentos.
O meu casamento tinha pilares erguidos entre muralhas e um castelo que me protegia de bruxas e vendavais.
Falaram sobre aviação e cinema enquanto eu saltitava entre o fogão e as crianças que brincavam no jardim.
Eduardo era atento aos pormenores mas fixava-me como se eu andasse nua pela casa. Tinhamos sido namorados nos tempos de escola e ele conservava o mesmo olhar, irónico, provocador e sarcástico.
A sua camara incomodou-me quando me ofereceu um livro e filmou o meu espanto!
Não percebi o que fazia a minha foto naquela capa e porque me tinha imprimido como se fosse uma negra de cabeleira loira .
Optei por uma gargalhada tentando trocar-lhe o filme! Se ele achava que eu ia abrir aquele livro, enganou-se-se pois pousei-o sobre a mesa demonstrando total indiferença.
Eduardo ria-se como se aquele jogo fizesse algum sentido e continuou a fazer a sua curta metragem.
Mas que significado tinha a minha reação? Porque não assumi a minha curiosidade?
Diriji-me à cozinha enquanto o meu marido lhe sorriu com uma cumplicidade que não deveria existir .Afinal era a primeira vez que se viam e deviam era comportar-se como dois rivais enquanto eu comia pipocas e me ria...
Chamava-se Eduardo, era realizador de cinema e eu já não o via há alguns anos.
O meu marido estendeu-lhe a mão e Eduardo cumprimentou-o tentando descobrir porque seria aquele o meu homem.
Cinco minutos bastaram para que Eduardo conquistasse a simpatia de Francisco que o convida para jantar em nossa casa.
O meu coração batia como um sino numa capela amaldiçoada e eu rezava para que Eduardo não trouxesse nenhum fantasma do passado nem me impusesse a sua presença como uma formula. Ele conhecia a mente e eu sabia como ele a usava para alterar emoções e sentimentos.
O meu casamento tinha pilares erguidos entre muralhas e um castelo que me protegia de bruxas e vendavais.
Falaram sobre aviação e cinema enquanto eu saltitava entre o fogão e as crianças que brincavam no jardim.
Eduardo era atento aos pormenores mas fixava-me como se eu andasse nua pela casa. Tinhamos sido namorados nos tempos de escola e ele conservava o mesmo olhar, irónico, provocador e sarcástico.
A sua camara incomodou-me quando me ofereceu um livro e filmou o meu espanto!
Não percebi o que fazia a minha foto naquela capa e porque me tinha imprimido como se fosse uma negra de cabeleira loira .
Optei por uma gargalhada tentando trocar-lhe o filme! Se ele achava que eu ia abrir aquele livro, enganou-se-se pois pousei-o sobre a mesa demonstrando total indiferença.
Eduardo ria-se como se aquele jogo fizesse algum sentido e continuou a fazer a sua curta metragem.
Mas que significado tinha a minha reação? Porque não assumi a minha curiosidade?
Diriji-me à cozinha enquanto o meu marido lhe sorriu com uma cumplicidade que não deveria existir .Afinal era a primeira vez que se viam e deviam era comportar-se como dois rivais enquanto eu comia pipocas e me ria...